20070901[palíndroma.]::ócios por hora:20051122vivo num filme, trilha chorosa, beijo azulejos, mesmas fotos que vejo há anos, -década-de-90 no meu algo-já-cansado, me excluo e me encontro comigo às 8 [palíndroma.]::ócios por hora:20051114[palíndroma.]::ócios por hora:20051108que perdoe-me a pretensão, sugerindo e adorando brilho algum que não se escreve, repito, não se escreve, não se ri ou proclama, é mais secreto: não me acostumei a demonstrar alegria tristeza creio que tenha praticado muito bem e com freqüência, um mimo, um talento, uma inclinação - temperamento colérico, não me lembro porém isso não explica nada, só diverte penso em guardar lápis, guardanapos escrever tudo e todos que vi, invisível o orgulho de desastres e desventuras mas aquilo passa, penso que envelheci seco o rosto não sei, vago no entanto, continuo vulnerável maxilar pequeno, pés horrorosos língua de carne entre os dentes me perdoe se quando vem com sorrisos, docinhos, desculpas me mantenho severa e (f)rígida disfarço qualquer tremor e certeza pareço estourar as bexigas hoje, todavia, voltei a ler rayuela voltei a cumprimentar suas axilas por instantes, aposte, explodi de alegria [palíndroma.]::ócios por hora:20051025
frank warren - post secret [palíndroma.]::ócios por hora:faço legendas novas em folha para buffalo '66. não consigo articular uma boa variedade de palavrões: sempre uso merda. talvez porque não tive juventude. ou esta ainda não chegou. busco objetos-de-desejo-cultural como se isso me salvasse da mediocridade. raciocínio inverso: ser medíocre requer muita sinceridade. minha geração vive (d)essa crise, acho. sofro de titanismo e provavelmente não tentarei mais ser a porta-voz da "geração". há anos não recebo cartas par avion e há anos não participo do clube da barbie. estive filosofando sobre a ditadura da libertinagem, entre outras. pensei em roberto freire e os negócios "tesudos". devo concluir minha busca em breve. confesso ter fios de cabelo muito grossos e algumas piadas internas, entre eu e minhas células. [palíndroma.]::ócios por hora:20051002mulher serena, serafina li no dicionário uma palavra sábia sentei e lhe mostrei minha ________ me esfregou como uma lâmpada (genial?, porém solitária) :sou um selo, uma santa [palíndroma.]::ócios por hora:20050929[palíndroma.]::ócios por hora:20050911pequeníssimo tijolo de madeira e em diante uma casa ou uma chácara, como gostam parece que chove à toa e conflitos familiares soam bem à pequena população cujos carros desgovernados se despedaçam contra os castelinhos e a srta. leite-moça pensou ter visto uma poça de sangue no quintal chuvoso e (sangue) o relógio da praça central é como um coração, mas meus pequenos amigos de madeira definitivamente não sabem o que é isso. [palíndroma.]::ócios por hora:20050826fragmentos de hilda hilst em "a obscena senhora d" (...) que o homem tenha um cérebro sim, mas que nunca o alcance, que sinta amor sim mas nunca fique pleno, que intua sim meu existir mas que jamais conheça a raiz do meu mais ínfimo gesto, que sinta paroxismo de ódio e de pavor a tal ponto que se consuma e assim me liberte, que aos poucos deseje nunca mais procriar e coma o cu do outro, que rasteje faminto de todos os sentidos, que apodreça, homem, que apodreças, e decomposto, corpo vivo de vermes, depois urna de cinza, que os teus pares te esqueçam, que eu me esqueça e focinhe a eternidade à procura de uma melhor idéia, de uma nova desengonçada geometria, mais êxtase para minha plenitude de matéria, licores e ostras. - sabe, às vezes queremos cristalizar na palavra o instante, traduzir com lúcidos parâmetros centelha e nojo, não queremos? sim então, eu queria, também, queria sim tocar teu medo teu amor tua vaidade, existir no teu sonho, me ouves? sim (...) há anos que queria ter cordas, malhas de fio-ferida à minha volta, há anos que queria pertencer, ouviste? sim - tardes de palha, estalidos, securas, eu ia andando e sentia nada, sentia sim um descolorido pedregoso, sei que olhava as navalhas de pedra, sei que sangrava mas não sentia dor, eram pés de palha que sangravam, eu inteiro era vazio, estofado de palha, terra e palha eu inteiro. e deitei-me ali sobre as navalhas e então, pai? então fui cortado em delicadíssimos pedaços como cortamos salada de acelga sim, hillé, é isso, um montículo de palha e terra, minúcias, salada de acelga, é bem isso, e o que foi a vida? uma aventura obscena, de tão lúcida. [palíndroma.]::ócios por hora:20050803
[palíndroma.]::ócios por hora:20050726(óbvio que eu gosto da fábrica de chocolates) mas eu gosto é do gene wilder ele tem muito mais carinho e apesar de gasto isso é legal estive fazendo pedidos muito alienados do tipo nunca mais quero ser internada ao menos não naquele hospital onde serviam salsichas e havia simone muito perturbada que escutava vozes ela era um estereótipo do tipo dulce veiga (não usarei mais palavras daquelas) assim como as enfermeiras espirituosas e eu também era idiota achando bonito tomar soro na veia achando que eu ia escrever livros no hospital mas eu nem escrevia eu chorava e comia biscoitos água e sal descabelada coisas assim bem ordinárias então pára ou continua porque eu continuo -alienada [palíndroma.]::ócios por hora:20050411internem a ana para que ela coma gelatina e pense numas sílabas brutas antes disso ela pinta as unhas e acha patético, sonha com videogames, perde a vontade de conhecer os nomes das pessoas [palíndroma.]::ócios por hora:20050301pra que nunca passe fome, raiva, brotoeja fique longe e aqui faça como cama, falta e mesa a velha dor que quase passa farta dor que assim seja [terapia. volto ao nada. horas que oram. exclusividade às dores.] [palíndroma.]::ócios por hora:sou uma criança apática e só apática cientista plástica dos plásticos vermelhos rainha do cassino vazio da amarelinha de linhas das minhocas de gominha dos botões alfabéticos das pupilas dilatadas da preguiça em pétalas e água na bacia metálica onde eu cabia [palíndroma.]::ócios por hora:20050107amarelo manga (cláudio assis) o ser humano é estômago e sexo -citações hoje. [palíndroma.]::ócios por hora:para te comer melhor -eduardo gudiño kieffer porque o mundo foi e será uma porcaria, já o sei (quem não sabe), porém vale mais vivê-lo esculhambado e tudo como é que pensá-lo aristotelicamente, kantianamente, sartrianamente. ou que cantá-lo em letras de tango. e morrer é a melhor forma de viver quando alguém se dá o gosto de escolher o momento e a forma; porque estava corroído de palavras, doente de palavras, embrulhado de palavras, assassinado de palavras, já quase morto de palavras; eu não posso sustentar o seu olhar, então fecho o livro que leio enquanto digo quaqluer coisa sobre este tempo louco, o dia tão estranho, tão cinzento, tão reticente, tão ambíguo. chove? ainda não, mas creio que vai chover. é o inverno suspenso no ar e divertindo-se às nossas custas, cecilia. ou nos querendo. você acredita? acredita que o inverno nos queira? é claro que acredito, é claro que acredito! a garoa, o vento, o frio, tudo é terrivelmente carinhoso, tão terrivelmente carinhoso que te devora. como a cidade, como as mães, como as mulheres, como os amigos, como a gente. te querem para te comer melhor. e se nevasse eu acreditaria mais ainda. e seria mais bonito. mais ainda se nevasse, muito mais então se os copos de há pouco de há pouco os copos copos copos pocos pocos. palavras. não me creia mal, cecília, não mude assim, não faça anos. se você crescer, será outra, outra terrível e desconhecida, outra que não se deixará construir com palavras, acariciar com palavras. por favor, continue sendo você, continue sendo a adolescente inefável das tardes de chuva. dormir até que as tênues e maripôsicas mãos de ana acariciem sua face e sua tênue e melodiósiva vozinha diga vamos meu amor, vamos já; (obs.: este é o livro da personagem ana, palíndroma. amável) [palíndroma.]::ócios por hora:20050104[anos dourados, anos de areia, peitos crescendo x casaco de lã vermelha x verão pleno, daí o portão, ou talvez] [bancos azuis para sentar e sorrir como que entorpecidos, gigantescos] nesta temporada uma prova de que o tempo não só é como se desdobra para que seja afinal uma saudade ou duas ou três abraços para o amigo-de-sempre, com carinho e várias saudades. haha. :) :clipe dos etês pequenos com plaquinhas de hi, hello e hola:moby: [palíndroma.]::ócios por hora:20041209patético escrever coisas tão de dentro (dentro? metáforas-minhocas-vaginas, sempre odiei buracos) mas paro. não de fazê-lo mas de tentar supô-lo código (agh) p.scriptum: tenho pensado muito. e faz mal. notem (plural?) que, este blog ruim é contínuo, bate nas mesmas teclas, entendam, me dá náuseas [palíndroma.]::ócios por hora:plano grande ou pretenso o qual se parte até hoje e poderia contar as micro-faces do grande grande susto do qual me recupero [palíndroma.]::ócios por hora:este espirro inútil caminho ladrilhos escrúpulos matar o maior apego do mundo para mais tarde dizer até logo o maior poema os braços juntos dresden dolls: good day e half jack: [palíndroma.]::ócios por hora:20041126se me perder eu te perdoô meu nome era muito nasal mesmo [palíndroma.]::ócios por hora:concluso: estavam errados, e seus corpos ocos. agora manipulados membros outrora tensos, como o prometido, líquido para maneiras endurecidas. agora pisar macio, sem o estalar de ovos. já, ainda. fim do desperdício, apesar, se, logo. clausura por um clichê mais digno. é o mínimo. já e ainda. [abalos sísmicos na linha] [palíndroma.]::ócios por hora:20041117os limites o são, vítreos, límpidos, potencialmente quebráveis não é nome de doença, patologia de se esconder guardar miniaturas em sacos plásticos, afogar peixes convulsivos em ânsia, ansiosos possam ser domesticados unidos aos erros perdoados logo após, minhas âncoras aquário de vidro, mesma agonia a vida toda pergunto de novo onde estão os sentidos perco os limites: mingau de aveia e bananas] [palíndroma.]::ócios por hora:20041112gigante essa tarde à tarde até tarde tarde [palíndroma.]::ócios por hora: |